As cartas de Tarô são uma ferramenta que vem sendo há séculos para adivinhação, crescimento pessoal e desenvolvimento espiritual. Entre os diversos baralhos de disponíveis atualmente, o Tarô de Marselha se destaca como um dos mais antigos e influentes. Os outros baralhos de Tarô são derivados dele.
O Tarô de Marselha possui uma história rica e complexa que conta sobre as suas origens como ferramenta de adivinhação tanto quanto a sua evolução ao longo dos anos. As origens do baralho de tarot ainda é um tema de discussão entre especialista, porém a maioria concorda que ele surgiu na Itália lá para o final do período medieval. A partir desse momento, o tarot se espalhou por toda a Europa, chegando a França, onde se tornou bastante popular entre a nobreza e as classes altas. Marselha, uma cidade localizada ao sul da França, surgiu como um centro de fabricação das cartas de tarot século XVIII, e foi nesse período que o baralho do Tarô de Marselha foi tomando forma.
Configuração do Tarot de Marselha
O Tarô de Marselha possui uma estrutura parecida com a de outros baralhos de Tarot: 78 cartas divididas entre Arcanos Maiores, com 22 cartas e Arcanos Menores, com 56 cartas. Há cartas da corte em forma de Valete, Cavaleiro, Rainha e Rei e ainda os naipes convencionais, que são Copas, Ouros, Espadas e Paus. Contudo, nos Arcanos Menores, há somente os pontos numerados, ou símbolos sozinhos, sem nenhum tipo de história ou explicação adicional. O motivo pelo qual não existe símbolo ou significado extra é que o Tarô de Marselha foi criado originalmente como um baralho de cartas.
Particularmente, as cartas dos Arcanos Maiores, são cheias de simbolismo, simbolizando figuras arquetípicas e temas universais como a morte, o diabo e o mundo. Enquanto as cartas dos Arcanos Menores são mais direcionadas ao cotidiano e para as dificuldades e oportunidades que nele ocorrem.