A lua é fonte misteriosa e eterna de fascínio, inspirando vários mitos e pesquisas ao longo da História, porém os esforços para descobrir sua influência na vida das pessoas persistem.
As lendas urbanas associam esses fenômenos com o aparecimento de lobisomens e mudanças no comportamento humano. No entanto, é fundamental para entender as crenças populares e o que é realmente respaldado por evidências científicas.
Há crenças de muitos séculos de alguns comportamentos como a agressividade e a instabilidade emocional são intensificados na lua cheia. Por causa disso que surgiu o termo lunático, oriundo da palavra latina que significa “lunar”.
Há evidências científicas que justifiquem essa probabilidade?
Mesmo que alguns cientistas justifiquem que a gravidade lunar tem influência nos fluidos do nosso corpo de uma maneira parecida com a forma que impacta as marés, até agora não existem provas conclusivas que apoie essa teoria. Porém, a terapeuta holística, Adela Comoretto, afirma:
“A lua cheia é um momento de energia máxima e como somos 70% água, aconteceria com os humanos o mesmo que com as marés”.
Em contrapartida, há posições céticas quanto a isso, como a da psicóloga do Sanatório Modelo Caseros, em Buenos Aires, Cynthia Zaiatz. Ela argumenta que os “comportamentos não têm nada a ver com a Lua”. Realmente, são necessárias mais evidências para checar a hipótese de cientistas que sugerem que os movimentos do Sol e da Lua geram sutis no campo magnético da Terra, podendo ser percebidas pelos seres vivos.
Existem tradições que apontam que a lua cheia afeta o corpo, causando o aumento na gravidade de algumas doenças e mudança nos processos fisiológicos. Até hoje há lendas de que as mulheres grávidas são mais prováveis de dar à luz durante a lua cheia.
“Esse assunto já foi estudado diversas vezes e nunca foi encontrada relação entre a lua cheia e o aumento na quantidade de nascimentos. Entendo que os agricultores podem olhar para esse e outros aspectos da natureza, mas esse não é o nosso caso. Nós, médicos, trabalhamos todos os dias” justifica o obstetra com mais de 46 anos de experiência e 13 mil partos realizados, Mario Sebastiani.