Existem diversas coisas que não temos evidência sobre a influência lunar, porém há outras nas quais o conhecimento é consolidado.
O conhecimento mais óbvio é em relação ao luar, com uma Lua cheia aparecendo a cada 29,5 dias e uma Lua nova chegando 14,8 dias depois disso. Após, existe a atração gravitacional da Lua, que influencia o movimento das marés, que sobem e descem geralmente de 12,4 horas.
A altura das marés ainda segue aproximadamente fases de duas semanas: um, com 14,8 dias, é estimulado pela atração mistura da Lua e do Sol, formando uma linha e configurando a intitulada de maré viva ou de cabeça; no outro, com 13,7 dias, a Lua se posiciona em perpendicular em relação ao equador da Terra, fazendo com que a atração exercida seja menor e, por causa disso, essa fase é conhecida como maré morta.
O sono e a Lua
Outra evidência sobre a influência da Lua no nosso humor é proveniente da descoberta de que, a cada 206 dias, nossos ritmos regulares são interrompidos por outro ciclo lunar, o que é responsável pela “superlua”, ocorrendo quando a órbita elíptica da Lua chega mais próxima da Terra.
O cronobiólogo do Hospital Psiquiátrico da Universidade de Basel, na Suíça, Anne Wirz-Justice, fala que as associações entre humor e ciclos lunares de Wehr como “críveis”, porém “complexas”.
“Não se tem ideia de quais são os mecanismos por trás (desta relação)”, revela.
Já a ligação entre o sono e as fases lunares, pressupõe que o sono por tabela tem influência no humor.
A importância do sono é extremamente relevante para pessoas bipolares, em que os episódios de mudança de humor são precipitados pela interrupção na hora de dormir ou dos ritmos circadianos.
Levando em consideração a ideia de que a Lua pode impactar de alguma forma o sono, Wehr desvendou que ao passo que os dias passam, o momento de acordar fica cada vez mais tarde, já o tempo de sono permanece o mesmo.
Significando que a duração do descanso se eleva progressivamente, até ser encurtada.